02/02/2026 21:47

“Boi China” tem alta de preço no mercado paulista e sustenta firmeza no boi gordo em outubro

O mercado do boi gordo segue firme na terceira semana de outubro, com destaque para a valorização do chamado “boi China” no estado de São Paulo. Segundo a consultoria Scot, por meio do informativo Tem Boi na Linha, divulgado na última sexta-feira (17), a cotação do animal jovem destinado à exportação teve alta de R$ 2,00 por arroba em relação ao dia anterior.
Foto: Gabriel Faria/Embrapa

Oferta reduzida e vendas consistentes equilibram o cenário

As cotações do boi comum e da vaca seguiram estáveis na semana, enquanto a novilha apresentou valorização de R$ 3,00 por arroba. O motivo principal, segundo a análise da Scot Consultoria, foi a redução da oferta de bovinos, que embora menor do que em setembro, ainda é suficiente para atender à demanda da indústria.

O escoamento da carne bovina teve melhora tímida, mas contribuiu para a sustentação dos preços. “A redução da oferta e o ritmo consistente das vendas contribuíram para a manutenção das cotações”, destacou a análise semanal.

Exportações aquecidas impulsionam o “boi China”

O desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura segue em alta. Após bater recorde em setembro, os embarques mantêm bom ritmo em outubro, o que pressiona positivamente a cotação do animal mais jovem, que atende às exigências do mercado chinês.

Essa demanda externa aquecida fez o “boi China” registrar valorização no estado de São Paulo, sinalizando tendência de estabilidade com viés de alta para o curto prazo, especialmente no mercado de exportação.

Consumo interno ainda inspira cautela

Mesmo com leve avanço nas vendas internas, a segunda quinzena de outubro traz preocupação para o varejo. A redução do poder de compra da população pode impactar o consumo de proteína bovina, o que deve ser monitorado de perto pelo setor.

Minas Gerais: equilíbrio nas escalas de abate

Em Minas Gerais, o mercado também apresentou equilíbrio. A oferta de animais foi menor em comparação com o início do mês, mas suficiente para atender às demandas locais. As escalas de abate permaneceram em cerca de 10 dias em todas as regiões mineiras, e o escoamento da carne teve avanço discreto.