03/02/2026 05:01

Como o agro fez Mato Grosso do Sul crescer e se tornar referência em sustentabilidade

No mês em que completou 48 anos, estado celebra trajetória de desenvolvimento e preservação impulsionada pelo agronegócio

Em outubro, Mato Grosso do Sul celebrou seus 48 anos de criação com uma marca que vai além dos números: o reconhecimento de que o agronegócio foi — e continua sendo — o principal motor de desenvolvimento econômico, social e ambiental do estado. Desde sua separação de Mato Grosso, em 11 de outubro de 1977, a nova unidade federativa encontrou no campo o ponto de partida para construir sua identidade e sua força.

Já em 1978, apenas um ano após sua criação, o estado contava com um rebanho de 9,3 milhões de cabeças de gado, o quinto maior do Brasil. Mas o diferencial sempre esteve na forma de produzir: com inovação, tecnologia e compromisso com o futuro.

Inovação no campo: o agro que impulsionou o MS

A instalação da Embrapa Gado de Corte, ainda antes da criação oficial do estado, foi um divisor de águas para a pecuária e para o Cerrado. Pesquisas sobre recuperação de pastagens e desenvolvimento genético de forrageiras tropicais abriram caminho para um modelo produtivo mais eficiente, sustentável e resiliente.

De lá para cá, os números impressionam: entre 2002 e 2021, o PIB da agropecuária cresceu 768%. A soja ocupa 4,5 milhões de hectares, o milho multiplicou sua produção em 65 vezes, e o setor sucroenergético se consolidou como um dos pilares da economia.

Outro destaque é o setor de florestas plantadas. Após o Plano Estadual de Florestas (2008), a área de eucalipto saltou de 300 mil para 1,7 milhão de hectares, abrindo espaço para grandes indústrias de celulose — com três em operação e mais duas em processo de instalação. Hoje, esse setor disputa com a soja o posto de líder das exportações estaduais.

Entre 1997 e 2024, as exportações do agro saltaram de US$ 338 milhões para quase US$ 10 bilhões — um avanço de 2.505%.

Em Mato Grosso do Sul, produzir nunca foi sinônimo de desmatar. Ao contrário: o estado é exemplo nacional em práticas sustentáveis no campo. O plantio direto está presente em 99% das propriedades analisadas, enquanto mais de 3 milhões de hectares adotam o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

O Pantanal — orgulho e patrimônio natural — segue com 87% da vegetação nativa preservada. E nas propriedades rurais, cerca de 35% do território é mantido com cobertura nativa, conciliando produção e conservação.

Rumo ao agro do futuro: mais verde, mais consciente

Comprometido em se tornar carbono neutro até 2030, Mato Grosso do Sul aposta em bioinsumos, tecnologias de baixo carbono, recuperação de áreas degradadas e sistemas produtivos regenerativos.

O ESG, embora recente como conceito, já está presente há muito tempo na prática do produtor sul-mato-grossense: cuidar da água, preservar nascentes, conservar matas nativas, investir em capacitação, diversificar culturas e manter a produtividade em harmonia com o ambiente.

Programas como o ATeG ESG ajudam a traduzir essas práticas para a linguagem exigida por mercados, políticas públicas e consumidores cada vez mais conscientes. O campo do MS já entende que rastreabilidade, uso racional de recursos e compromisso social são pré-requisitos para competir e crescer.

Um agro que honra o passado e cultiva o futuro

Ao completar 48 anos, Mato Grosso do Sul colhe os frutos de uma trajetória que uniu tecnologia, tradição e responsabilidade. O agro que nasceu forte, hoje é também exemplo de sustentabilidade. E o futuro? Esse já está sendo plantado — com raízes profundas e visão de longo prazo.