Mato Grosso do Sul participa da COP30, em Belém (PA), com uma pauta robusta: provar que é possível crescer economicamente preservando o meio ambiente. O Estado apresenta ao mundo um modelo de desenvolvimento sustentável baseado em ciência, tecnologia e governança que tem chamado a atenção de especialistas nacionais e internacionais.
Com uma projeção de crescimento de 5% no PIB até 2025 — uma das maiores taxas do país — e avanço de 17,2% no setor agropecuário, o MS mostra que é possível produzir mais com responsabilidade ambiental. Mas o destaque na COP30 não se limita aos números. O protagonismo sul-mato-grossense é resultado de ações concretas como o plano MS Carbono Neutro 2030, políticas de incentivo à agricultura de baixo carbono e captação de investimentos verdes.
Desenvolvimento com responsabilidade
A pergunta que guia a participação do Estado é simples: como crescer tanto sem sacrificar o meio ambiente? A resposta vem do esforço conjunto entre governo, setor produtivo, universidades e institutos de pesquisa. Mato Grosso do Sul lidera a construção de um modelo que integra economia, ciência e sustentabilidade, colocando em prática o conceito de balanço de carbono — compensando emissões com retenções e eficiência produtiva.
Com um inventário completo de emissões e estratégias para neutralizar gases de efeito estufa, o MS implementa o Carbono Neutro como política transversal. A iniciativa já movimenta ações em diversos setores, da agropecuária à indústria, fomentando o uso de tecnologias limpas e práticas regenerativas.
Destaque na Agrizone da Embrapa
As ações desenvolvidas no Estado serão apresentadas no espaço Agrizone, da Embrapa, no dia 13/11, com presença do governador e do secretário de meio ambiente. Nesse painel, será destacada a governança climática, os investimentos em inovação e os avanços na gestão de uso do solo.
Entre os destaques, estão:
- Crescimento de 500% na área florestal plantada em 10 anos, consolidando o MS como o maior polo de celulose do Brasil;
- Mais de R$ 70 bilhões em investimentos privados atraídos nos últimos anos;
- Injeção de R$ 360 milhões na agricultura de baixo carbono por meio da linha de crédito FCO Verde (2019 a 2024);
- Estruturação de um ecossistema sustentável, com incentivos fiscais, políticas públicas, ciência e integração entre setores.
Presença ativa em diferentes espaços da COP
Além da Agrizone, o Estado participa de outros painéis relevantes:
- Na Green Zone da Abema, o governador aborda a Lei Geral do Licenciamento Ambiental e o papel dos estados;
- O secretário participa da discussão “Inovação e Inteligência Ambiental”;
- No Espaço FNP, a pauta será o fortalecimento dos governos subnacionais na governança climática;
- Já o programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) será apresentado como exemplo de política que induz mudanças de comportamento com incentivo financeiro, na Casa da Biodiversidade e Clima.
Um modelo que pode inspirar o mundo
A trajetória de Mato Grosso do Sul revela que não há contradição entre produção e preservação. Pelo contrário: a sustentabilidade se mostra aliada da competitividade, da geração de renda e da segurança climática. Em um cenário global cada vez mais exigente com práticas ambientais, sociais e de governança, o modelo sul-mato-grossense surge como exemplo real de que crescimento verde é possível.








