A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pode ser prorrogada para aprofundamento das investigações. O presidente do grupo misto no Congresso, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pretende realizar mais oitivas. Investigados do Banco Master estão entre os convocados para a retomada dos trabalhos.
Parlamentares de Mato Grosso do Sul integram o grupo com membros titulares e suplentes. Assim, participam como membros titulares da comissão: Soraya Thronicke (Pode) e Dagoberto Nogueira (PSDB). São suplentes os senadores Tereza Cristina (PP) e Nelsinho Trad (PSD).
O recesso parlamentar do Congresso encerra-se no fim de janeiro. Ou seja, devem retomar as atividades em 1º de fevereiro. Contudo, o grupo tem atividades previstas a partir de 5 de fevereiro.
Prazos da CPMI
A comissão tem fim previsto para 28 de março. No entanto, para Viana, é preciso aprofundar os fatos investigados. Então, argumentou que o prazo inicial não é suficiente para análise dos documentos recebidos e oitivas necessárias.
Por isso, o presidente pleiteia a prorrogação do colegiado por 60 dias. Instalada desde 20 de agosto, a CPMI do INSS realizou 29 reuniões até 4 de dezembro.
O grupo de parlamentares deve focar nas análises de fraudes em empréstimos consignados, com suspeitas de assédio e concessão sem consentimento. Além disso, miram nas renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis.
Depoimento de Vorcaro
O presidente da CPMI informou nesta quarta-feira (28) que os banqueiros Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Luis Félix Cardamone Neto, diretor-presidente do Banco BMG, foram convocados para prestar depoimento à comissão na próxima quinta-feira (5).
Vorcaro recebeu voz de prisão, em novembro do ano passado, após tentar deixar o país em meio às investigações de crimes contra o sistema financeiro, mas foi solto dez dias depois. Ele é acusado de fraude de R$ 12 bilhões na venda de créditos falsos ao BRB (Banco Regional de Brasília).
Já Cardamone Neto, assim como Vorcaro, já havia sido convocado na CPMI. Na ocasião, o critério para a escolha dos executivos havia sido o volume de reclamações registradas na plataforma Consumidor.gov.br e na Senacon (Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor), vinculada ao Ministério da Justiça.
Em publicação nas redes sociais, Viana também afirmou que a CPMI atua para reverter uma decisão que, de forma provisória, garante ao empresário Maurício Camisotti o direito de não comparecer ao colegiado. Segundo o senador, a comissão seguirá adotando medidas legais para assegurar o esclarecimento dos fatos.
Dândara Genelhú – Midiamax
Foto: Kayo Magalhães, Câmara dos Deputados








