O Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul vive um cenário de “congestionamento” político para as eleições de 2026, contando atualmente com quatro pré-candidatos de forte expressão para as duas vagas disponíveis ao Senado Federal.
O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), o Capitão Contar (PL), a vice-prefeita de Dourados Gianni Nogueira (PL) e o deputado federal Marcos Pollon (PL) compõem o quadro de pretendentes à Câmara Alta.
A estratégia da sigla para resolver o impasse foca na unidade interna e na utilização de critérios técnicos, como pesquisas de opinião, para definir os nomes que irão às convenções de julho. A definição final não será apenas local, contando com a influência direta do senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto(PL).
O objetivo central é consolidar uma bancada conservadora robusta em Brasília para apoiar a provável candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, evitando as divisões que prejudicaram a direita no pleito de 2022.
O presidente do PL em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, destaca que a construção da chapa será baseada na inteligência política e no diálogo com partidos aliados como o Progressistas (PP), União Brasil e PSDB.

“Nós temos quatro pré-candidatos… vamos saber qual o nome que será que vai compor a chapa. Isso sempre foi tratado, discutido, conversado internamente”, afirmou Azambuja, ressaltando que o grupo buscará “viabilidade eleitoral para ter força para eleger dois senadores”. Para ele, a política de grupo é essencial, pois o partido sozinho não vence eleições.
O Capitão Contar, que recentemente se filiou ao PL, reforçou que o foco principal é o projeto nacional e a derrota de adversários políticos à esquerda. Segundo Contar, as antigas divergências com Azambuja ficaram para trás em prol de um objetivo comum.

“O que está resolvido é que nós vamos tirar o PT do Comando do Brasil. Esse é o nosso alvo em comum”. Sobre a escolha dos nomes, ele é enfático, “Sempre é o critério da viabilidade, quem está melhor em pesquisa, quem tem mais força, aceitação, credibilidade. Mas a palavra final é do Flávio Bolsonaro e do Valdemar da Costa Neto”.
A representatividade feminina e a fidelidade à base bolsonarista são os pilares da pré-candidatura de Gianni Nogueira. A vice-prefeita de Dourados enfatiza a necessidade de o estado enviar senadores alinhados aos valores conservadores para Brasília.
“Todos nós estamos lutando porque nós sabemos a necessidade de nós termos senadores conservadores de direita, bolsonaristas em Brasília para lutarmos contra os desmandos do STF”, declarou Gianni.
União estratégica e o foco no “Projeto de Brasil”
Apesar da disputa interna pelas vagas ao Senado, o tom predominante entre os pré-candidatos é de unidade em torno de um objetivo nacional. Gianni Nogueira ressaltou que a desunião em 2022 trouxe perdas significativas e que, em 2026, o objetivo é “varrer a casa” e garantir a eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Segundo ela, a presença de três dos quatro pré-candidatos (ela, Contar e Azambuja) juntos no mesmo palanque é um sinal claro de que as lideranças estão olhando para o futuro do país acima de projetos individuais.
O Capitão Contar corroborou essa visão, afirmando que as divergências do passado foram superadas por um alvo em comum: remover o atual governo federal do poder. Ele destacou que a união de forças não é um projeto individual, mas um “projeto de Brasil”.
Cenário Político em Mato Grosso do Sul
Essa união de forças de direita em Mato Grosso do Sul, que envolve Partido Liberal (PL), Progressistas (PP), União Brasil, Republicanos e Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), é vista pelo governador Eduardo Riedel (PP) como o caminho para elevar o desempenho eleitoral da direita no estado, saltando dos 60% obtidos na última eleição para uma meta de 75% a 80% dos votos.
Reinaldo Azambuja finalizou reforçando a importância da política de grupo, afirmando que “o PL sozinho não ganha as eleições” e que o fortalecimento da sigla visa não apenas o Legislativo estadual, mas a construção de uma base sólida para o projeto presidencial de 2026.
Com a janela partidária consolidando novas filiações, o partido se prepara para chegar às convenções de julho com um time que prioriza a viabilidade eleitoral e a coesão ideológica.
Arthur Ayres, RCN 67 – Foto: Arthur Ayres/Portal RCN 67







