A piscicultura em Mato Grosso do Sul vive um momento de forte expansão e se consolida como uma das principais atividades agroindustriais do Estado. Em 2025, a produção de peixes de cultivo ultrapassou 53 mil toneladas, com predominância da tilápia, enquanto os peixes nativos já representam 14% do total, reforçando o potencial de diversificação da cadeia.
Para impulsionar ainda mais o setor, a Semadesc promoveu um encontro técnico durante a Expogrande, reunindo produtores, indústrias, técnicos e pesquisadores em Campo Grande. O objetivo foi discutir inovação, mercado e eficiência produtiva.
A iniciativa faz parte do Proape, que contempla a piscicultura por meio do subprograma Peixe Vida, responsável por incentivar financeiramente a produção. Entre os benefícios estão a isenção de ICMS para alevinos, redução de 50% na alíquota para juvenis e peixes adultos e taxa de apenas 1% em operações interestaduais.
Atualmente, o programa conta com 105 propriedades cadastradas e sete indústrias credenciadas. Somente entre janeiro e abril de 2026, já foram destinados R$ 1,15 milhão em incentivos ao setor.
Durante o evento, o secretário da Semadesc, Artur Falcette, destacou a importância da integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva. “Eventos como este complementam as ações que vêm sendo implementadas para dinamizar a cadeia produtiva e impulsionar seu desenvolvimento”, afirmou.
Ele também ressaltou o papel estratégico da piscicultura dentro da diversificação do agro. “A tilápia é uma commodity global, com preço definido pelo mercado internacional, enquanto os peixes nativos possuem características próprias e grande potencial de valorização. As ações propostas beneficiam todo o setor”, pontuou.
O secretário-executivo Rogério Beretta reforçou a importância dos peixes nativos, principalmente em regiões onde a criação de tilápia não é permitida. “Metade do estado não pode criar tilápia e precisa investir nessas espécies. O Plano Estadual já contempla o melhoramento genético, com foco em produtividade e manejo”, explicou.
Segundo ele, há uma demanda crescente por pescado, mas a produção local ainda precisa avançar. “Isso demonstra um mercado promissor, inclusive para exportação”, destacou.
A programação incluiu debates sobre edição genômica, resultados da assistência técnica e perspectivas de mercado, reforçando o compromisso com inovação e desenvolvimento sustentável.
Com incentivos, planejamento e integração entre produtores, indústria e governo, a piscicultura segue ganhando espaço e se firmando como uma atividade estratégica para a economia sul-mato-grossense.
Elaine Oliveira – Capital News/Foto: Divulgação







