03/06/2026 13:45

Tereza Cristina descarta reciprocidade e pede ‘mais esforço’ em negociações com Trump

A senadora Tereza Cristina (PP) acredita que ainda não é o momento de aplicar a reciprocidade na relação com os Estados Unidos. Após o anúncio do novo tarifaço, com taxa de 25% sobre produtos brasileiros, a senadora defendeu que o Brasil atue com “mais esforço” nas negociações com o presidente Donald Trump.

Nesta terça-feira (2), a senadora comentou sobre o assunto na área da imprensa do Congresso. “Eu acho que a reciprocidade é quando você esgota todas as fases de negociação”, disse. Assim, a senadora por Mato Grosso do Sul afirmou que o caminho é o diálogo.

“Acho que é claro que o Brasil vai ter que se esforçar um pouco mais nessa negociação, sentar mais à mesa, ter paciência. Isso é o papel do Executivo”, ponderou a senadora.

Logo, Tereza comentou sobre a responsabilidade dos parlamentares. “Nós aqui [no Congresso] podemos ajudar, mas isso é um papel fundamental para o Executivo tratar com os Estados Unidos”, afirmou Tereza.

Tarifaço

O governo dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira (1º) um novo tarifaço de 25% sobre mercadorias brasileiras. A medida do governo de Donald Trump pode atingir um mercado em expansão em Mato Grosso do Sul: o de etanol de milho.

Investigação do Escritório de Representante Comercial dos EUA apontou que o governo brasileiro tem práticas ‘irrazoáveis’ e ‘oneram ou restringem’ o comércio norte-americano.

Isso porque o governo brasileiro passou a taxar em 18% o etanol importado dos EUA, enquanto o etanol brasileiro chegava ao mercado norte-americano com tarifa de 2,5%, segundo a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes).

O impasse tarifário foi pauta de encontro entre Trump e Lula no dia 7 de maio. Após a visita, os dois países criaram um grupo de trabalho bilateral para tratar sobre o tema e chegar a um consenso.

No entanto, antes das sanções começarem a valer na prática, há uma série de prazos que vão até o dia 15 de julho, quando medidas corretivas poderão começar a ser aplicadas contra o Brasil.

Dândara Genelhú – Midiamax/Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado