09/06/2026 14:05

Planos dos partidos não cabem nas vagas da Assembleia Legislativa de MS

As projeções traçadas pelas principais lideranças políticas do Estado para as eleições deste ano revelam um cenário de forte disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

Porém, conforme as contas das coordenações dos próprios partidos e das federações, o número de cadeiras almejadas já ultrapassa em 37,5% o disponibilizado pela Casa de Leis, ou seja, das atuais 24 vagas, seriam necessárias 33 vagas, nove a mais do que a quantidade existente.

A maior bancada projetada é a do PL, com o objetivo de eleger até oito deputados estaduais, de acordo com o presidente estadual da sigla, o ex-governador Reinaldo Azambuja.

Na sequência aparece a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, que estima eleger seis parlamentares, enquanto a federação entre PT, PV e PCdoB, conforme o presidente estadual, deputado federal Vander Loubet (PT), almeja eleger cinco parlamentares.

“Nós trabalhamos com quatro certezas, podendo fazer o quinto, até porque faltaram 15 mil votos para a gente fazer o quarto em 2022. Na legislatura passada, nós não tínhamos governo federal e não tínhamos estrutura nenhuma. Por isso, nossa expectativa é fazer cinco [deputados] estaduais agora”, afirmou.

Também com meta de fazer cinco deputados estaduais está a Federação PSDB-Cidadania, de acordo com o presidente, deputado estadual Pedro Caravina (PSDB).

Já o Republicanos, conforme o presidente estadual, deputado federal Beto Pereira, projeta conquistar quatro vagas.

O MDB, por sua vez, trabalha com a expectativa de eleger três deputados estaduais, segundo o presidente estadual, o ex-senador Waldemir Moka. 

Por sua vez, o Avante calcula que poderá garantir duas cadeiras, de acordo com o presidente, o deputado estadual Lidio Lopes.

As projeções evidenciam o otimismo das siglas e a disputa acirrada por espaço no Legislativo estadual. 

Além das estimativas de crescimento das respectivas bancadas, os dirigentes partidários avaliam que a próxima composição da Alems será influenciada diretamente pela polarização da disputa nacional e pelo desempenho dos candidatos ao governo e ao Senado. 

A expectativa é de que alianças regionais, candidaturas com forte presença municipal e o desempenho das federações partidárias tenham papel decisivo na definição das vagas, tornando a corrida eleitoral ainda mais competitiva.

DANIEL PEDRA – CORREIO DO ESTADO/FOTO: ARQUIVO