29/08/2026 01:37

Mato Grosso do Sul chega a 2,94 milhões de habitantes e mantém crescimento acima da média nacional

Mato Grosso do Sul alcançou 2.946.317 habitantes em 2026, segundo a nova estimativa populacional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado ganhou 21.686 moradores em relação à estimativa de 2025, quando registrava 2.924.631 habitantes. O crescimento de 0,74% em um ano ficou praticamente duas vezes acima da média nacional, que foi de 0,37% no mesmo período.

Os números têm como referência 1º de julho de 2026 e colocam Mato Grosso do Sul na 21ª posição entre as 27 unidades da Federação em população. Embora continue sendo o Estado menos populoso da Região Centro-Oeste, MS mantém uma trajetória de expansão demográfica que acompanha transformações econômicas, urbanas e sociais observadas em diferentes regiões do território estadual.

No Brasil, a população estimada chegou a 214.211.951 habitantes em 2026, ante 213.421.037 em 2025. O acréscimo nacional foi de 790.914 pessoas, correspondente a 0,37%.

Quase 264 mil habitantes a mais em uma década

A evolução demográfica de Mato Grosso do Sul fica ainda mais evidente quando analisada em um período mais longo. Em 2016, o Estado tinha população estimada em 2.682.386 habitantes. Dez anos depois, são 2.946.317, um acréscimo de 263.931 pessoas, equivalente a crescimento acumulado de aproximadamente 9,84%.

O avanço estadual, entretanto, não ocorre de maneira uniforme. Municípios que passaram por expansão econômica, industrial, agrícola ou pela implantação de novos empreendimentos apresentam diferentes ritmos de crescimento, enquanto outras localidades enfrentam estabilidade ou redução populacional.

Esse comportamento reforça a importância das estimativas municipais para o planejamento de políticas públicas, infraestrutura, saúde, educação, habitação, mobilidade e distribuição de recursos.

Campo Grande se aproxima da marca de 1 milhão

A Capital continua concentrando a maior parcela da população sul-mato-grossense. Campo Grande chegou a 970.843 habitantes, contra 962.883 em 2025. Foram 7.960 novos moradores em um ano, crescimento de 0,83%, acima da média estadual.

Com esse resultado, a Capital ocupa a 15ª posição entre as capitais brasileiras mais populosas e permanece a poucos milhares de habitantes da marca simbólica de 1 milhão.

Em dez anos, Campo Grande passou de 863.982 habitantes, em 2016, para os atuais 970.843, incorporando 106.861 moradores e registrando crescimento acumulado de 12,37%.

Dourados e Três Lagoas também ampliam população

Dourados permanece como o segundo município mais populoso de Mato Grosso do Sul, com 266.950 habitantes. O município ganhou 2.933 moradores em um ano, crescimento de 1,11%.

Três Lagoas aparece na terceira posição, com 145.514 habitantes, após acrescentar 1.991 moradores à população estimada em 2025. O crescimento anual foi de 1,39%.

Os números evidenciam a importância desses municípios na dinâmica econômica e demográfica estadual, especialmente em regiões que vêm recebendo investimentos e ampliando sua capacidade de geração de empregos e atração de novos moradores.

MS continua como o Estado menos populoso do Centro-Oeste

Mesmo com crescimento superior à média brasileira, Mato Grosso do Sul permanece como o Estado menos populoso do Centro-Oeste.

A região é liderada por Goiás, com 7.495.033 habitantes, seguido por Mato Grosso, com 3.950.330, e pelo Distrito Federal, com 3.009.996. Mato Grosso do Sul aparece na sequência, com 2.946.317 habitantes.

No cenário nacional, São Paulo permanece na liderança, com 46.179.008 habitantes, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná.

Crescimento demográfico impõe novos desafios

O aumento da população representa, ao mesmo tempo, oportunidades e desafios para Mato Grosso do Sul. O crescimento amplia o mercado consumidor, a força de trabalho e a demanda por serviços, mas também exige planejamento permanente para acompanhar a expansão urbana e garantir infraestrutura adequada.

A concentração populacional em centros como Campo Grande, Dourados e Três Lagoas também reforça a necessidade de políticas capazes de equilibrar o desenvolvimento regional e estimular oportunidades econômicas nos municípios de menor porte.

As estimativas populacionais do IBGE constituem uma das principais referências oficiais para o planejamento público e para o acompanhamento das transformações demográficas brasileiras. Os dados são utilizados, entre outras finalidades, em indicadores socioeconômicos e em cálculos relacionados à distribuição de recursos públicos.

Dilermano Alves/Redação MS – Foto: Imagem ilustrativa/IA