Nesta quarta-feira (18/3), autoridades e representantes da imprensa se reuniram para uma coletiva de imprensa online sobre a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês).
Participaram a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; o secretário-executivo do MMA e presidente da COP15, João Paulo Capobianco; a ministra Carolina Hippolito Von der Weid, diretora do Departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores; e a secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel.
Quem abriu a coletiva foi o presidente da COP15, João Paulo Capobianco, que falou sobre a principal proposta do encontro, que é unir lideranças para trabalhar em conjunto pelas principais pautas desse ano, que são os desafios e soluções para a conservação das espécies migratórias, seus habitats e rotas de deslocamento.
A COP 15
O objetivo é apresentar à imprensa os principais objetivos e resultados esperados para a COP15. Liderada pelo Governo do Brasil, a COP15 da CMS reunirá representantes de governos, comunidade científica, organizações internacionais e sociedade civil de 23 a 28 de março em Campo Grande (MS).
Ao longo de uma semana, mais de 2 mil participantes discutirão desafios e soluções para a conservação das espécies migratórias, seus habitats e rotas de deslocamento. O debate internacional de alto nível mobiliza as 133 partes signatárias da Convenção para avaliar a situação das espécies migratórias, definir prioridades e adotar decisões conjuntas sobre políticas, ações e investimentos voltados à preservação desses animais e à contenção da perda de biodiversidade.
Com o tema “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”, a COP15 pretende avançar em decisões estratégicas a partir da análise do estado de conservação das espécies e das medidas a serem implementadas pelos países-membros. A proposta é fortalecer a proteção não apenas dos destinos, mas também das rotas migratórias e dos pontos de parada. Durante a conferência, serão analisadas propostas de atualização dos Anexos I (espécies ameaçadas de extinção) e II (espécies com estado de conservação desfavorável) do tratado, além do progresso das Ações Concertadas, iniciativas coordenadas entre países para enfrentar ameaças às espécies migratórias. Também estão previstas recomendações para a ampliação de acordos regionais e a definição do orçamento do secretariado da Convenção para o próximo triênio.
Angela Schafer, de Campo Grande – Foto: Reprodução







