20/03/2026 20:38

Mais uma conta pra você pagar: esse é o legado do governo Lula — reforma tributária já gera calote de R$ 8 bilhões antes mesmo de começar

Governo que prometeu responsabilidade fiscal deixa rombo bilionário para próximo mandato enquanto libera R$ 807 milhões em emendas para aprovar indicado ao STF — brasileiro endividado paga a conta da farra política

O governo Lula tem um talento especial: transformar qualquer promessa em mais uma conta para o cidadão pagar. A mais recente demonstração desse talento apareceu na reforma tributária — aquela que governadores “de direita” apoiaram entusiasticamente e que agora está gerando um rombo de R$ 8 bilhões antes mesmo de entrar em vigor completamente.

Isso mesmo: a reforma mal começou e já está criando dívidas bilionárias que alguém vai ter que pagar. Adivinha quem?

O calote trilionário que vem aí

A deforma tributária (sim, deforma, porque reforma que piora não merece o nome) previa que o governo federal reservasse R$ 8 bilhões no orçamento de 2025 para compensar perdas de arrecadação dos estados com a centralização de tributos na União.

O governo reservou quanto? R$ 80 milhões. Isso mesmo: 1% do devido.

Os outros R$ 7,92 bilhões? Ah, esses ficam para o próximo governo resolver. É o que chamam tecnicamente de “calote”. O governo Lula está dando um calote de R$ 8 bilhões, jogando a bomba para 2029, quando — espera-se — outro governo estará no poder para levar a culpa.

A justificativa oficial? O dinheiro será “efetivamente repassado a partir de 2029”. Ou seja: dane-se quem vai estar lá para pagar essa conta. O importante é que em 2026, ano eleitoral, o governo não quer mostrar mais gastos no orçamento.

A reforma que ninguém leu

Como isso aconteceu? Simples: o Congresso Nacional aprovou uma reforma tributária gigantesca sem ler o texto.

Deputados e senadores votaram um calhamaço que chegou ao plenário 15 minutos antes da votação. Ninguém tinha a menor ideia do que estava ali. Mas tinha governador dizendo que era bom, tinha lobby pesado, tinha promessa de que ia “simplificar” e “modernizar” o sistema tributário brasileiro.

Resultado: aprovaram uma bomba-relógio.

A reforma tributária brasileira tem um problema fundamental que qualquer estudante de direito constitucional de primeiro ano consegue identificar: ela é inconstitucional.

O Brasil é uma república federativa. Isso significa que estados e municípios têm autonomia. Não é o governo federal que manda em tudo. Mas a reforma concentra arrecadação na União e cria um comitê gestor em Brasília para “distribuir” recursos para estados e municípios.

Ou seja: transformaram o Brasil em um estado unitário disfarçado, com poder central decidindo quanto cada estado e município vai receber. Isso fere o pacto federativo que sustenta a Constituição de 1988.

Prefeitos já começaram a te cobrar a conta

Alguns municípios já perceberam que vão ter perda arrecadatória gigantesca com a reforma. O que estão fazendo?

Aumentando IPTU.

Prefeitos que controlam suas câmaras municipais já estão aprovando aumentos de IPTU para compensar perdas futuras de arrecadação. E quem paga? Você, proprietário de imóvel, que já está sangrando com inflação, desemprego, juros altos.

A lógica perversa é clara: a União centraliza tributos, estados e municípios perdem receita, gestores locais aumentam impostos que ainda controlam para compensar. O contribuinte paga duas vezes: uma para a União, outra para o município.

O erro crasso: reforma tributária antes de reforma administrativa

Qualquer economista sério sabe: não se faz reforma tributária antes de reforma administrativa.

Primeiro você define o tamanho do Estado que quer ter. Quantos ministérios? Quantos servidores? Quais funções o Estado deve desempenhar? Depois de redimensionar a máquina pública, aí sim você calcula quanto de tributo precisa arrecadar para sustentá-la.

Mas o governo Lula fez o contrário: aumentou o tamanho do Estado (39 ministérios, um recorde histórico), criou mais cargos, nomeou mais apaniguados, e depois quer “reformar” tributos para arrecadar mais e sustentar essa máquina inchada.

Não é reforma tributária. É aumento de carga tributária disfarçado.

O Brasil das estatais quebradas

Enquanto o governo cria dívidas trilionárias com reformas mal feitas, as estatais federais afundam em déficits recordes.

O déficit nas estatais federais atingiu R$ 6,35 bilhões até outubro de 2025, praticamente repetindo o desastre de 2024, quando fechou em R$ 6,7 bilhões. Somando os dois anos, são mais de R$ 13 bilhões em rombos — e ainda faltam novembro e dezembro de 2025 para fechar a conta.

O campeão absoluto do prejuízo? Correios: R$ 4 bilhões de déficit só em 2025.

Como é possível uma estatal monopolista, que tem exclusividade em serviços postais, que praticamente não tem concorrência real em vastas áreas do país, dar um rombo de R$ 4 bilhões?

A resposta é simples: cabide de emprego, fundos de pensão saqueados, má gestão crônica, indicações políticas.

Os Correios foram palco do Mensalão, lembram? Aquele esquema de compra de votos de parlamentares com dinheiro desviado de estatais? Começou nos Correios. O diretor pego com malas de dinheiro? Era dos Correios.

E o fundo de pensão dos carteiros, o Postalis? Sempre o primeiro a ser saqueado em escândalos envolvendo fundos de pensão. Mensalão: Postalis. Petrolão: Postalis. Sempre o mesmo padrão.

Enquanto carteiros trabalham duro entregando correspondências e encomendas, muitas vezes sem uniformes adequados, as diretorias dos Correios se revezam entre apaniguados políticos que ganham salários estratosféricos para gerir… um rombo de R$ 4 bilhões.

E qual a solução do governo? Pedir empréstimo de R$ 10 bilhões.

Isso mesmo: os Correios vão tomar emprestado R$ 10 bilhões (R$ 5 bilhões para 2025, R$ 5 bilhões para 2026) para “se reestruturar”. Reestruturar como? Demitindo diretores políticos? Cortando privilégios? Profissionalizando gestão?

Não. Provavelmente vão usar o dinheiro para manter a mesma estrutura ineficiente funcionando, pagar salários de diretorias infladas, e daqui a dois anos vão precisar de mais R$ 10 bilhões.

E quem garante esses empréstimos? O Tesouro Nacional. Ou seja: você, contribuinte, que vai pagar se os Correios não conseguirem honrar a dívida.

O preço da fisiologia: R$ 807 milhões para aprovar Messias

Mas se o governo não tem R$ 8 bilhões para honrar compromissos da reforma tributária, se estatais estão quebrando, de onde vem dinheiro quando é para garantir apoio político?

Aí, misteriosamente, aparece.

Para aprovar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o governo liberou R$ 807 milhões em emendas parlamentares.

Vamos destrinchar para onde foi esse dinheiro:

Emendas individuais: R$ 108 milhões distribuídos entre senadores que vão votar favorável a Messias. Oposição não recebe nada, óbvio.

Emendas de bancada (RP7): R$ 481 milhões, sendo:

  • R$ 119 milhões para o Maranhão (de Flávio Dino, agora ministro do STF)
  • R$ 65 milhões para o Amapá (de Davi Alcolumbre, presidente do Senado)

Emendas de comissão (RP8): R$ 213 milhões — direto para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde o nome de Messias será sabatinado.

Emendas do relator: Quase R$ 4 milhões.

Total: R$ 807 milhões.

Isso não é “relação institucional”. É compra de votos escancarada.

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, funciona como presidente de banco, liberando centenas de milhões em emendas para garantir apoio ao governo. Relação institucional virou sinônimo de “quanto você quer para votar com a gente?”.

A conta que nunca fecha

Vamos recapitular o legado Lula em números:

  • R$ 8 bilhões de calote na reforma tributária, jogados para 2029
  • R$ 13 bilhões de déficit em estatais federais (2024 + 2025)
  • R$ 10 bilhões de empréstimo só para os Correios
  • R$ 807 milhões em emendas para aprovar indicado ao STF
  • 90 milhões de brasileiros dependentes de programas sociais do governo
  • Metade dos brasileiros endividados
  • Inflação corroendo poder de compra das famílias

E ainda tem gente que chama isso de “responsabilidade fiscal”.

O pior: quem paga é sempre o mesmo

Toda essa farra é paga pelo mesmo sujeito: você, trabalhador, que acorda cedo, pega ônibus lotado, trabalha o dia inteiro, paga impostos, e no fim do mês mal consegue fechar as contas.

Você que está vendo sua família ter que substituir carne por ovo porque proteína virou luxo. Você que está parcelando compra de supermercado no cartão de crédito. Você que está com o nome sujo porque atrasou uma conta para pagar outra.

Enquanto isso:

  • Deputados e senadores recebem centenas de milhões em emendas
  • Ministros do STF ganham R$ 41 mil por mês (fora penduricalhos)
  • Diretorias de estatais quebradas ganham salários de seis dígitos
  • Governo mantém 39 ministérios com milhares de cargos comissionados
  • Lula viaja o mundo em comitivas gigantescas

E quando falta dinheiro, a solução é sempre a mesma: aumentar impostos, criar novas taxas, ou simplesmente não pagar (dar calote) e deixar para o próximo governo.

A mentira da taxação dos super-ricos

Para vender esse modelo insustentável, Lula repete o mantra: “Vou taxar os super-ricos”.

É a mesma conversa de sempre. Cria-se um inimigo imaginário (os “super-ricos”) para justificar aumento de carga tributária que, na prática, sufoca a classe média e os pequenos empreendedores.

Porque os verdadeiros super-ricos têm assessoria jurídica sofisticada, offshores, planejamento tributário, mecanismos legais para pagar menos impostos. Quem se ferra é sempre a classe média: o médico, o advogado, o engenheiro, o pequeno empresário que não tem estrutura para elisão fiscal sofisticada.

Taxar super-ricos é papo para boi dormir. O que o governo quer é arrecadar mais de todo mundo para sustentar uma máquina pública inchada, ineficiente e corrupta.

O legado maldito

Esse é o legado do governo Lula: mais contas para você pagar.

Mais impostos, mais taxas, mais inflação, mais endividamento público, mais estatais quebradas, mais fisiologismo, mais aparelhamento, mais corrupção institucionalizada.

E o pior: tudo isso vendido com narrativa de “justiça social” e “cuidado com o povo”.

Justiça social que deixa metade do país endividado. Cuidado com o povo que transforma 90 milhões de brasileiros em dependentes de programas assistenciais. Responsabilidade fiscal que dá calote de R$ 8 bilhões antes mesmo da reforma entrar em vigor.

Cada medida desse governo cria uma conta nova para o contribuinte pagar. Cada “avanço social” aumenta impostos. Cada “modernização” gera mais burocracia e mais custos. Cada “investimento” vira rombo de estatal. E no final, quem paga é sempre você — trabalhador honesto que não tem para onde correr.

Fonte: Gazeta do Povo
Reprodução: PNL Nacional