23/03/2026 10:00

Moraes tem cartão de crédito de bandeira americana bloqueado após sanções dos EUA

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), teve seu cartão de crédito com bandeira americana bloqueado por ao menos uma instituição financeira no Brasil. A medida é reflexo direto das sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, legislação que pune estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos.

Desde que foi incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky, Moraes passou a sofrer restrições em transações com instituições e empresas americanas. A consequência mais imediata foi o bloqueio de seu cartão de crédito com bandeira internacional. Como alternativa, o banco ofereceu um cartão da bandeira Elo, de origem brasileira, permitindo que o ministro continue realizando pagamentos dentro do país.

A decisão do governo americano foi anunciada pelo ex-secretário de Estado Marco Rubio, que justificou a sanção com base em “graves abusos de direitos humanos”, citando detenções preventivas injustificadas, censura a opositores políticos e ordens judiciais de bloqueio de contas em redes sociais.

Com isso, Moraes tornou-se a primeira autoridade brasileira a entrar na lista da Lei Magnitsky — um movimento que gerou tensão diplomática entre Brasil e EUA.

Empresas como Visa, Mastercard, Diners e American Express, todas com sede nos Estados Unidos, são obrigadas a cumprir as determinações da lei americana. Por isso, cartões com essas bandeiras podem ser suspensos, o que gerou uma corrida por alternativas nacionais, como a Elo, operada por Banco do Brasil, Bradesco e Caixa.

Especialistas do mercado financeiro afirmam que as sanções podem se agravar, especialmente se o Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros) aumentar as restrições. Isso pode forçar bancos brasileiros a optar entre manter seus laços com os EUA ou cumprir decisões judiciais internas que defendem Moraes.