Desde que foi incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky, Moraes passou a sofrer restrições em transações com instituições e empresas americanas. A consequência mais imediata foi o bloqueio de seu cartão de crédito com bandeira internacional. Como alternativa, o banco ofereceu um cartão da bandeira Elo, de origem brasileira, permitindo que o ministro continue realizando pagamentos dentro do país.
A decisão do governo americano foi anunciada pelo ex-secretário de Estado Marco Rubio, que justificou a sanção com base em “graves abusos de direitos humanos”, citando detenções preventivas injustificadas, censura a opositores políticos e ordens judiciais de bloqueio de contas em redes sociais.
Com isso, Moraes tornou-se a primeira autoridade brasileira a entrar na lista da Lei Magnitsky — um movimento que gerou tensão diplomática entre Brasil e EUA.
Empresas como Visa, Mastercard, Diners e American Express, todas com sede nos Estados Unidos, são obrigadas a cumprir as determinações da lei americana. Por isso, cartões com essas bandeiras podem ser suspensos, o que gerou uma corrida por alternativas nacionais, como a Elo, operada por Banco do Brasil, Bradesco e Caixa.
Especialistas do mercado financeiro afirmam que as sanções podem se agravar, especialmente se o Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros) aumentar as restrições. Isso pode forçar bancos brasileiros a optar entre manter seus laços com os EUA ou cumprir decisões judiciais internas que defendem Moraes.








