Marcos Pollon (PL-MS) discursou para multidão mobilizada na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), neste domingo, 1° de março, durante manifestação do Acorda Brasil. O movimento, encampado pelo deputado federal mineiro Nikolas Ferreira (PL), aconteceu em diversas cidades do país, incluindo Campo Grande.
Na oportunidade, Pollon disse que carta de Bolsonaro que o indicou ao Senado surgiu como ‘resgate’ após o que chamou de “maior injustiça”. Ele se referia às anotações de Flávio Bolsonaro sobre suposto pedido de R$ 15 milhões para não sair candidato nas eleições deste ano.

“No Salmo 103, diz que Deus justifica o justo que é oprimido. Os presos de 8 de janeiro sofreram uma injustiça. O nosso presidente Bolsonaro sofreu uma injustiça. E todas as pessoas de bem do nosso país estão sofrendo todos os dias injustiça. Mas Deus levanta os seus ungidos para nos justificar”, iniciou o parlamentar no discurso.
Em seguida, Pollon relembrou as acusações, já contestadas pelo próprio Flávio Bolsonaro, de que o deputado de MS teria cobrado montante milionário para não disputar o pleito eleitoral em outubro.
“Essa semana eu sofri a maior injustiça da minha vida. A semana começa com uma mentira tentando destruir o que eu tenho de mais precioso que é o meu caráter, o meu nome. E o Senhor levanta, mesmo oprimido, o presidente Bolsonaro, e da sua própria mão ele escreve uma carta como quem me resgata, mostrando que sabe quem eu sou, que sabe quem nós somos e que não desistiu de mim”, afirmou.
Pollon frisou ainda que o ex-presidente, preso por tentativa de golpe de Estado, “não desistiu do Brasil, porque o Brasil é nosso, o Brasil é das pessoas de bem”. Durante o discurso, o indicado de Bolsonaro ao Senado por MS pediu anistia aos presos no julgamento do 8 de janeiro.
Ele ainda agradeceu nominalmente o ex-presidente e seus filhos Flávio, Eduardo, Carlos, a ex-primeira dama Michele Bolsonaro, e ao deputado federal Nikolas Ferreira, a quem atribuiu ter ‘trazido de volta a coragem’.
Após a carta do ex-presidente divulgada no sábado, 28/02, o rotulando como ‘o candidato do Bolsonaro’ em MS, Pollon confirmou a pré-candidatura ao Senado e deve agravar ainda mais os dilemas que já dificultavam a estratégia do atual presidente estadual da sigla, o ex-PSDB Reinaldo Azambuja.
Vinicios Araujo, Midiamax – Foto: Reprodução/YouTube/Revista Oeste







