02/05/2026 13:32

De “sujo e malvado” ao “limpinho e cheiroso“: como o Brasil escapou de tarifa maior imposta por Trump

Um relatório da CNN Brasil revelou os bastidores da negociação entre Brasil e Estados Unidos diante do novo pacote tarifário anunciado por Donald Trump. Enquanto países como China (34%) e União Europeia (20%) receberam tarifas pesadas, o Brasil ficou com 10% — uma das menores alíquotas da lista.
Foto: Google
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Segundo fontes ouvidas pela CNN, a diplomacia brasileira se esforçou para mostrar um país “colaborativo, verde e equilibrado” — uma mudança radical em relação à postura mais firme e nacionalista dos tempos de Bolsonaro.

O objetivo? Evitar maiores retaliações tarifárias e garantir que os produtos brasileiros continuem entrando no mercado americano com competitividade.

Mas isso levanta um alerta: será que estamos cedendo demais para parecer “agradáveis” lá fora, enquanto internamente o agro é abandonado?

Embora o Brasil tenha escapado de um impacto mais agressivo no comércio exterior, a realidade do campo continua crítica:

    • Crescimento de 138% nos pedidos de recuperação judicial no agro;
    • Falta de crédito rural e atrasos no Plano Safra;
    • Produtores pressionados por custos altíssimos e clima instável.

Ou seja: o governo Lula faz aceno para fora, mas segue sem entregar dentro.

Enquanto a diplomacia pinta um Brasil “cheiroso” para o mundo, os produtores aqui dentro estão no vermelho, sem apoio e carregando o país nas costas.

Quem realmente está defendendo o Brasil lá fora — e quem está protegendo quem planta aqui dentro?