A tradicional cerimônia de 1º de janeiro pode estar com os dias contados. Se a mudança, aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul na última semana avançar, o próximo chefe do Executivo só assumirá em 6 de janeiro do ano seguinte à eleição. A ALEMS concordou, em primeira votação a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 1/2025), que muda a data de posse do governador e do vice do dia primeiro para o dia 6.
O que muda?
Se confirmada, a regra já valerá para quem vencer as eleições de 2026: a posse será em 6 de janeiro de 2027, com mandato de quatro anos. Na prática, o artigo 88 da Constituição Estadual será ajustado para acompanhar a norma da Constituição Federal.
Mas por que mexer nisso?
A alteração busca alinhar Mato Grosso do Sul às regras nacionais definidas pela Emenda Constitucional 111/2021. E tem um detalhe importante: trocar a posse de um feriado — o movimentado 1º de janeiro — para uma data mais tranquila tende a facilitar a logística, a organização e até o simbolismo do evento. Sem o peso do Ano-Novo, a cerimônia ganha mais espaço e fluidez.
E como foi a votação?
A PEC passou com 17 votos favoráveis no plenário. Agora segue para o segundo turno e, se for novamente aprovada, será promulgada.
Por que essa mudança desperta atenção?
A principal justificativa é de que ela abre margem para uma transição mais organizada e menos atropelada pelo calendário festivo. Também elimina desencontros entre o calendário estadual e o federal, uniformizando prazos e expectativas. E, claro, oferece previsibilidade: quem for eleito em 2026 já sabe exatamente quando assumirá, e não precisará começar o governo logo após a virada do ano.
Uma pequena mudança no calendário político, mas que pode fazer grande diferença nos bastidores do poder.
Angela Schafer, de Campo Grande – Foto: Agência de Notícias/ALEMS








