02/02/2026 23:52

Rios de MS em foco: Imasul reforça monitoramento e aponta cenário mais favorável em 2025

Rio Taquari, em Coxim Foto: Angela Schafer

O pulso dos rios de Mato Grosso do Sul é acompanhado de perto há mais de uma década pela Sala de Situação do Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul). Criada em 2014, a unidade funciona como um centro estratégico que monitora diariamente as condições hidrológicas do Estado, transformando dados em informação capaz de prevenir desastres e orientar decisões.

O sistema começou com 13 pontos de medição espalhados pelas principais bacias hidrográficas e, em 2023, ganhou mais um aliado no monitoramento. Hoje, as análises incluem boletins diários com as cotas fluviais, que mostram em tempo real o sobe e desce das águas.

2025 em comparação com 2024


O levantamento mais recente, de 17 de setembro, indica que o cenário atual é menos crítico que o registrado no mesmo período do ano passado. O rio Paraguai, por exemplo, apresenta maior volume de água, o que reduziu a quantidade de pontos em situação de estiagem.

Ainda assim, a atenção permanece. Afluentes do Paraguai e rios da bacia do Paraná seguem em níveis baixos, exigindo vigilância constante.

“Monitorar os rios é uma ferramenta fundamental de gestão. Com esses dados, conseguimos planejar ações, garantir segurança hídrica e atuar na prevenção de desastres, ainda mais em um contexto de mudanças climáticas”, afirma o diretor-presidente do Imasul, André Borges.

Tendência desde 2019


O histórico mostra que, a partir de 2019, setembro passou a registrar cotas mais baixas do que o padrão, reflexo direto da redução das chuvas. Esse déficit afeta tanto a recuperação dos rios quanto a recarga subterrânea, que alimenta as bacias nos períodos de estiagem.

Segundo o técnico do Imasul, Leandro Neri Bortoluzzi, mesmo com a melhora em relação a 2024, o quadro exige cautela.
“Os dados revelam que a redução das cotas tem sido frequente. Apesar do cenário menos crítico em 2025, só conseguiremos reverter de fato essa tendência com chuvas regulares e equilíbrio no regime hidrológico”, explica.

O que esperar para frente


Setembro marca o fim da temporada seca no Estado. Para que 2026 traga um quadro mais positivo, o Imasul ressalta que será essencial contar com chuvas consistentes nos próximos meses.

Mais do que números, os boletins da Sala de Situação servem como bússola: orientam políticas públicas, ajudam a planejar ações de segurança hídrica e reforçam a preservação dos recursos naturais de Mato Grosso do Sul.

Angela Schafer, de Campo Grande. Informações: Imasul