20/03/2026 19:24

Tereza avalia que acordo Mercosul-UE abre portas e deve ajudar na exportação do agro

Vice-presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado, Tereza Cristina (PP) avalia que o acordo do Mercosul com a União Europeia “abre portas”. A parlamentar pontuou que “não foi o acordo dos sonhos”. No entanto, destacou que pode ajudar nas exportações do agro brasileiro.

“A aprovação do Acordo Mercosul-UE, após 25 anos, é um avanço importante. Em 2019, estive em Bruxelas na conclusão das negociações”, disse. Assim, Tereza pontua que o acordo foi o “possível: abre portas e estabelece cotas, mas o livre-comércio ainda está distante”.

Perspectivas

A senadora pontuou que o agro brasileiro passa por ameaças, consideradas injustas pela parlamentar. “Ainda mais com as novas salvaguardas impostas pela UE que significam ameaças injustas ao nosso agro.”

No entanto, exaltou o acordo, que “pode se ajustar e abrir perspectivas comerciais para o Brasil. E trazer alternativas para nossas exportações na atual conjuntura protecionista global”.

Acordo

Maioria qualificada dos estados-membros da UE (União Europeia) aprovou nesta sexta-feira (9) o acordo de livre-comércio com o Mercosul.

A decisão, tomada em Bruxelas, marca o avanço de uma negociação que se estende por mais de duas décadas e cria uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo. Considerado histórico, o tratado deve conectar a produção latina aos mais de 720 milhões de consumidores europeus.

O senador por Mato Grosso do Sul Nelsinho Trad (PSD), presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado, comentou com o Midiamax os trâmites legislativos necessários para a vigência do tratado e destacou a possibilidade de o Brasil implementar o acordo de forma independente dos demais vizinhos sul-americanos.

Votos

A aprovação ocorreu durante reunião de embaixadores dos 27 países do bloco europeu. Segundo o senador sul-mato-grossense, 21 países votaram a favor, superando a resistência liderada pela França.

“Em Bruxelas, 21 dos 27 Estados-membros da União Europeia votaram, por maioria qualificada, a favor do acordo de livre-comércio com o Mercosul. Cinco votaram contra, e a Bélgica se absteve”, detalhou Nelsinho Trad ao Jornal Midiamax. O bloco de oposição foi formado por França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria.

Contudo, a virada de chave para a aprovação foi a mudança de posicionamento da Itália. Logo, o governo italiano retirou suas objeções após a Comissão Europeia garantir um pacote de subsídios e medidas de proteção aos agricultores europeus. Assim, a decisão permitiu que o bloco atingisse a maioria qualificada de 55% dos países, representando ao menos 65% da população da UE.

Dândara Genelhú – Midiamax