Um novo acordo anunciado nesta quinta-feira (6) pode reduzir significativamente o preço de medicamentos utilizados para o emagrecimento nos Estados Unidos. A negociação envolve os populares remédios Wegovy e Zepbound, pertencentes à nova geração de tratamentos para obesidade que atuam no sistema de saciedade do corpo humano.
Atualmente, o custo médio mensal dos medicamentos é de aproximadamente US$ 500 (cerca de R$ 2.680), o que torna o acesso restrito a uma parcela da população. Com a nova proposta, versões iniciais em comprimido poderão custar a partir de US$ 149 (em torno de R$ 800), caso recebam aprovação dos órgãos reguladores.
Além disso, o governo norte-americano informou que a cobertura para esses medicamentos será ampliada dentro do programa Medicare a partir do próximo ano. Para pacientes sem plano de saúde, a expectativa é que os preços mais baixos sejam implementados de forma gradual.
Essa iniciativa faz parte de um esforço mais amplo para tornar os tratamentos médicos mais acessíveis nos Estados Unidos. Recentemente, outras farmacêuticas também concordaram em reduzir os preços de medicamentos prescritos para programas sociais, após medidas regulatórias sugerirem um novo limite de pagamentos por parte do governo.
Medicamentos e eficácia
Os remédios em questão são classificados como agonistas do receptor GLP-1, e têm ganhado notoriedade por sua eficácia no tratamento da obesidade. Eles atuam diretamente nos hormônios que regulam a fome e a saciedade, auxiliando na perda de até 22% do peso corporal em alguns casos, segundo estudos clínicos.
O tratamento, no entanto, exige uso contínuo e acompanhamento médico, já que a obesidade é considerada uma condição crônica. A interrupção pode levar à recuperação de peso.
Impacto no Brasil
Ainda não está claro se essa redução de preços terá reflexo imediato no mercado brasileiro. No Brasil, o custo médio mensal desses medicamentos pode ultrapassar os R$ 2.500, e a cobertura pelos planos de saúde é limitada.
A alta procura pelos medicamentos, somada ao preço elevado, levanta debates sobre acesso, regulação e estratégias de saúde pública voltadas ao combate à obesidade também em território nacional.








