A suinocultura de Mato Grosso do Sul registrou R$ 45,2 milhões em incentivos concedidos entre janeiro e o início de junho de 2026, período em que o setor abateu 1,63 milhão de suínos e incentivou 4,5 milhões de animais. Os dados foram apresentados pelo secretário Rogério Beretta, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), durante palestra no V Simpósio Abraves/MS, realizado em 10 de junho no Sindicato Rural de Campo Grande.
O Programa Leitão Vida, modernizado em 2025, alcançou 272 estabelecimentos suinícolas participantes e 111,5 mil matrizes cadastradas. Do total de propriedades, 239 já migraram para a nova versão do sistema de conformidade, o Protocolo Leitão Vida em Conformidade (PLVC).
Investimentos e financiamento
Em sete anos, as cartas-consulta do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) aprovadas para a suinocultura somaram R$ 1,7 bilhão, segundo dados apresentados por Beretta.
O secretário atribuiu o crescimento do setor a uma construção coletiva envolvendo governo, produtores e entidades representativas. ‘O crescimento da suinocultura em Mato Grosso do Sul é resultado de uma construção coletiva. O Estado tem atuado para criar um ambiente favorável aos investimentos, garantir segurança sanitária, estimular a adoção de boas práticas e fortalecer a organização dos produtores. Isso gera competitividade, renda, empregos e desenvolvimento regional’, afirmou Beretta durante a palestra.
Associativismo e assistência técnica
Beretta destacou o papel do associativismo no fortalecimento da cadeia produtiva. ‘Uma das grandes evoluções recentes foi a ampliação do papel das entidades representativas dos produtores. O associativismo permite maior organização da cadeia, facilita a difusão de tecnologia, fortalece a governança e amplia a capacidade de diálogo com o poder público’, disse o secretário.
A assistência técnica também foi apontada como fator determinante para a sustentabilidade do crescimento. ‘O fortalecimento da assistência técnica é fundamental para elevar os padrões produtivos e garantir que o crescimento da atividade ocorra de forma sustentável. A presença do médico-veterinário e do zootecnista contribui diretamente para a sanidade, o bem-estar animal e a eficiência produtiva das propriedades’, completou Beretta.
O V Simpósio Abraves/MS reuniu produtores, técnicos e representantes do setor para debater os avanços e desafios da suinocultura sul-mato-grossense.
Ricardo Eugênio, A Crítica – Foto: Imagem ilustrativa/IA







