A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul alertou nesta segunda-feira (24) para uma tentativa de golpe envolvendo o controle de javalis em propriedades rurais do Estado.
Segundo a entidade, um produtor foi abordado por alguém que se apresentou como representante da associação e ofereceu, mediante pagamento, um serviço de eliminação dos animais.
A Aprosoja-MS informou que não faz captura, retirada ou abate de javali, e que não cobra produtor por esse tipo de atividade.
O que a entidade faz de verdade
A associação mantém uma ferramenta para receber informações sobre a presença de javalis e javaporcos no Estado. Os dados servem para mapear onde os animais estão e quais prejuízos causam.
Preencher esse cadastro não é pedido de captura e não gera envio de equipe à propriedade. A distinção é justamente o que o golpe explora.
A ferramenta acompanha o esforço de mapeamento que o Estado lançou em junho, com um painel para orientar ações de controle no campo.
O teste que o produtor pode aplicar
Há um detalhe que ajuda a separar oferta legítima de conversa fiada, e que não estava no alerta.
O controle de javali é permitido no Brasil, mas é regulado. O animal é espécie exótica invasora, e o manejo segue a Instrução Normativa 3, de 2013, do Ibama, alterada pela Instrução Normativa 12, de 2019, que criou o Sistema Integrado de Manejo de Fauna, o Simaf.
Quem faz o controle precisa estar inscrito no Cadastro Técnico Federal, ter certificado de regularidade, pedir autorização pelo Simaf, registrar a arma de fogo no Exército quando for o caso e prestar contas ao sistema depois.
Na prática, isso dá ao produtor um teste simples. Quem oferece o serviço tem de conseguir mostrar o cadastro e a autorização. Quem não mostra, não pode fazer, e quem não pode fazer não deveria estar recebendo pagamento por isso.
A orientação da entidade é confirmar a autenticidade de qualquer proposta feita em seu nome antes de qualquer pagamento, pelo telefone (67) 3320-9700.
Serviço
Como não cair no golpe do controle de javali
Antes de pagar, confirme:
Aprosoja-MS: (67) 3320-9700
Ligar para a Aprosoja-MS+ O que a associação faz, e o que ela não faz
Faz: mantém uma ferramenta para receber informações sobre a presença de javalis e javaporcos no Estado, e usa os dados para mapear ocorrências e prejuízos.
Não faz: captura, retirada ou abate dos animais, e não cobra produtor por isso. Preencher o cadastro não é pedido de captura e não gera envio de equipe à propriedade.+ O que a lei exige de quem faz controle de javali
O javali é espécie exótica invasora e o controle é permitido, mas regulado. A base é a Instrução Normativa 3, de 2013, do Ibama, alterada pela Instrução Normativa 12, de 2019, que criou o Sistema Integrado de Manejo de Fauna, o Simaf.
Quem faz o manejo precisa estar inscrito no Cadastro Técnico Federal, ter certificado de regularidade, pedir autorização pelo Simaf, registrar a arma de fogo no Exército quando for o caso, e prestar contas ao sistema depois.
Na prática, isso dá ao produtor um teste simples: quem oferece o serviço tem de conseguir mostrar o cadastro e a autorização. Quem não mostra, não pode fazer.
Alerta e telefone conforme a Aprosoja-MS.
Regras de manejo conforme o Ibama. Confirme o telefone antes de ligar, e desconfie de contato que chegue por outro número.
Ricardo Eugenio – A Crítica/Foto: Imagem ilustrativa/Divulgação







