A entrega parcial da obra de ampliação do Aeroporto Internacional de Campo Grande marca uma mudança concreta na estrutura do principal terminal aéreo do Estado. Com investimento de R$ 300 milhões da Aena Brasil, a nova sala de embarque doméstico e as pontes de embarque começam a operar na próxima semana, enquanto o restante das intervenções segue até junho.
Durante coletiva realizada na sexta-feira (17), o diretor do aeroporto, Usiel Vieira, detalhou o alcance das mudanças e o impacto esperado na capacidade do terminal.
“A gente entrega nesse momento uma sala de desembarque doméstica, a gente entrega uma sala de embarque com três pontos de embarque mais quatro portões. Porém, até junho, a gente vai ter ali o saguão requalificado, área de check-in também com sua esteira requalificada e mais um desembarque internacional sendo entregue até 5 de junho”, afirmou.
A obra começou em abril do ano passado e tem prazo total de 15 meses, com entrega escalonada. A primeira etapa já libera áreas essenciais para o funcionamento, enquanto intervenções no saguão, inspeção e check-in seguem em andamento. Parte dessas estruturas deve ser concluída no início de maio e o restante no começo de junho.
O principal salto está na capacidade operacional. Segundo o diretor, o aeroporto sai de um limite anual de 1,5 milhão de passageiros para até 2,6 milhões após a conclusão.
“Pela capacidade que nós tínhamos e depois da ampliação, a gente aumenta em 85% a nossa capacidade de movimentar passageiros. A gente pode atender até 11 voos simultâneos. Hoje, a gente tem uma capacidade para operar até quatro voos ao mesmo tempo”, explicou.
Na prática, isso significa mais espaço para crescimento, embora o próprio gestor reconheça que o volume atual ainda está abaixo desse teto. Outro ponto destacado foi a mudança no padrão de embarque. Com as pontes de embarque, conhecidas como fingers, parte dos passageiros deixará de acessar aeronaves a pé.
Diretor do aeroporto, Usiel Vieira (Foto: Paulo Francis)
“Os nossos passageiros hoje não vão ficar expostos ao sol e chuva. Eles vão embarcar com um nível de conforto excelente. O nível de conforto que eles têm dentro da sala de embarque, eles terão no conector até chegar à aeronave”, disse.
Ainda assim, o modelo atual não desaparece. O aeroporto seguirá operando com embarque remoto em alguns casos, especialmente se houver aumento de voos além da capacidade das pontes.
Além da estrutura física, a ampliação mira impacto econômico. Vieira relacionou a modernização à atração de novas rotas e ao papel logístico do Estado.
“O aeroporto é o principal portão de entrada e saída de uma cidade. Na medida em que a gente prepara essa infraestrutura, a gente dá possibilidade de novos voos, não só de passageiros, mas cargueiros. A gente tem a rota bioceânica chegando aqui dentro do nosso Estado”, afirmou.
A operadora estuda novas rotas nacionais e um voo internacional para o Mercosul, com previsão entre o fim de 2027 e início de 2028. Por enquanto, os destinos não são divulgados. No início deste mês, o aeroporto passou a operar um novo voo para Confins, em Minas Gerais, como parte dessa estratégia de ampliação gradual.
Kamila Alcântara e Ketlen Gomes – Campo Grande News/Foto: Paulo Francis







