16/05/2026 18:24

Caiado acusa Lula de atuar como porta-voz do PCC e do Comando Vermelho

Em seu pronunciamento na Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), na noite de sexta-feira (15), o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a gestão federal na área de segurança pública.

O político acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de atuar como interlocutor de organizações criminosas brasileiras no exterior.

De acordo com o pré-candidato, o governo federal teria intercedido politicamente para evitar que facções nacionais fossem classificadas internacionalmente sob a tipificação de grupos terroristas.

Acusações de interlocução internacional e avanço territorial
Caiado criticou as ações federais e atribuiu ao atual governo uma articulação diplomática envolvendo os Estados Unidos.

“Ele foi como porta-voz lá fora pedir pelas facções criminosas; era porta-voz do Comando Vermelho e do PCC. Ele foi lá, fez um ‘beija-mão’ ao Trump, pedindo que não os incluam como terroristas. Vocês imaginem bem um presidente da República ir a um presidente de outro país para pedir que não inclua o que está deteriorando a nação.”


O político apontou para a internacionalização e a capacidade logística das facções brasileiras, citando informações de autoridades externas. Segundo ele, as organizações comandam rotas de distribuição na Europa, operam em Miami e mantêm controle territorial em solo nacional.

De acordo com o ex-governador, Portugal registra forte inserção da organização brasileira, que realiza o transporte de cocaína de países produtores como Bolívia, Peru e Colômbia para o mercado internacional.


O presidenciável também pontuou o avanço do crime sobre as estruturas públicas no Norte do país: “Hoje, mais da metade do território e mais da metade das prefeituras da Amazônia Brasileira estão dominadas pelo PCC e pelo Comando Vermelho”.


Modelo de contenção e o mercado de seguros
Ao traçar um paralelo com o cenário internacional, Caiado questionou a existência de territórios ocupados onde o Estado não consegue exercer controle e defendeu que a segurança pública é premissa obrigatória para a governabilidade.

O ex-governador usou as medidas adotadas em Goiás como exemplo do que pretende replicar em âmbito nacional.

“É isso que eu fiz em Goiás no primeiro dia. Montei uma estrutura de mais de mil homens na inteligência, integrando as forças e dizendo: aqui bandido não se cria; ou ele muda de profissão ou vai mudar de Goiás, porque a mão é pesada para cima do crime. Não tem visita íntima.”


Para validar a eficiência de sua gestão, o político utilizou um indicador econômico: o valor de apólices do setor privado.

“Nada é melhor do que o mercado para balizar as coisas. Perguntem onde é que o seguro é mais barato no Brasil para carro, automóvel, caminhão ou casa. Vocês não precisam discutir onde é mais seguro. O mercado baliza onde o preço é menor porque ali há segurança”.

Reportagem e foto: Fernando de Carvalho – RCN 67