O mercado do boi gordo fechou o mês de outubro em alta, sustentado por dois pilares principais: o aumento da demanda internacional por carne bovina e a oferta limitada de animais prontos para o abate. O movimento positivo foi registrado em várias categorias — incluindo o chamado “boi China”, a vaca gorda e a novilha — refletindo um cenário de otimismo entre pecuaristas e frigoríficos.
Alta nas arrobas
Durante o mês, as cotações apresentaram valorização significativa. O preço da arroba do boi gordo e do “boi China” subiu R$ 15,00, enquanto a vaca gorda acompanhou o mesmo ritmo. Já a novilha se destacou, com aumento de R$ 20,00/@.
No fechamento de outubro, os preços diários também mantiveram tendência de alta:
- Boi gordo e boi China: + R$ 2,00/@
- Vaca: + R$ 4,00/@
- Novilha: + R$ 5,00/@
As escalas de abate, com média de sete dias, demonstram equilíbrio entre oferta e demanda, especialmente no mercado paulista.
Consumo interno e expectativas para novembro
A expectativa para novembro é de manutenção no patamar de preços, com possíveis novas altas. A chegada do pagamento de salários, a liberação da primeira parcela do 13º e o aumento das contratações temporárias de fim de ano tendem a impulsionar o consumo interno de carne bovina, aumentando a circulação do produto nos mercados e aquecendo ainda mais o setor.
Mercado baiano acompanha o movimento
Na Bahia, o cenário também é de estabilidade com viés de alta, reflexo da oferta limitada em algumas regiões. No Sul do estado, os preços das fêmeas subiram R$ 3,00/@, enquanto o boi gordo manteve-se estável. Já no Oeste baiano, houve valorização de R$ 5,00/@ tanto para o boi quanto para a vaca, com a novilha mantendo os mesmos valores. As escalas de abate seguem alinhadas à média nacional.
Conclusão
O mês de outubro confirmou a tendência de recuperação dos preços no setor pecuário, abrindo espaço para uma retomada mais vigorosa nos últimos dois meses do ano. A combinação entre oferta enxuta e estímulo à demanda pode manter os preços firmes e gerar boas oportunidades para o produtor rural — especialmente à medida que se aproximam as festas de fim de ano, tradicionalmente marcadas pelo aumento no consumo de proteína animal.








