01/09/2026 00:58

Dono de Habib’s e Ragazzo entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265 milhões

O grupo responsável por Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill recorreu à recuperação judicial após declarar dívidas de R$ 265,2 milhões. O pedido do Grupo Gennius foi apresentado na segunda-feira, 24, e aceito pela Justiça de São Paulo no dia seguinte. Apesar do processo, a empresa afirma que as lojas permanecem abertas e funcionando normalmente.

A recuperação envolve 178 pessoas jurídicas, entre elas 119 lojas próprias do Habib’s, 26 unidades do Ragazzo, seis churrascarias Tendall, além de franqueadoras, holdings e outras sociedades operacionais. Do total informado, R$ 22,3 milhões correspondem a dívidas trabalhistas e R$ 241,7 milhões estão concentrados em créditos sem garantia real.

No processo, o grupo relaciona a crise à queda de movimento em lojas físicas durante a pandemia, à mudança de hábitos provocada pelo avanço do delivery e ao aumento dos juros, que elevou o custo das dívidas e pressionou o caixa. A Justiça nomeou a KPMG como administradora judicial e suspendeu ações e execuções contra as empresas, mas rejeitou o pedido de liberação de recebíveis bancários dados em garantia.

A KPMG terá 15 dias para apresentar um relatório sobre a situação das empresas, enquanto o Grupo Gennius terá 60 dias para entregar o plano de recuperação judicial. A companhia prevê uma reorganização societária, expansão em mercados considerados promissores e reforço das operações de entrega. Caso o plano não seja apresentado dentro do prazo, o processo poderá ser convertido em falência.

Recuperação judicial

Grupo Gennius declara dívida de R$ 265,2 milhões

Processo envolve Habib’s, Ragazzo, Tendall Grill e outras empresas do grupo

Dívida declaradaR$ 265,2 mi

Empresas envolvidas178

Prazo para o plano60 dias

Administradora judicialKPMG

Estrutura incluída na recuperação

EstruturaQuantidade
Lojas próprias do Habib’s119
Unidades do Ragazzo26
Churrascarias Tendall6
Franqueadoras e holdings10
Sociedades operacionais17
Total178

Como a dívida está dividida

Dívidas trabalhistasR$ 22,3 milhões

Créditos sem garantia realR$ 241,7 milhões

Motivos apontados para a crise

PandemiaRedução do movimento em shoppings e centros urbanos.

DeliveryMudança no comportamento do consumidor e avanço das plataformas de entrega.

JurosAlta da Selic aumentou o custo das dívidas e pressionou o capital de giro.

Próximas etapas

Relatório da KPMGPrazo de 15 dias.
Plano de recuperaçãoGrupo terá 60 dias para apresentar.
Ações e execuçõesForam suspensas pela Justiça.
Funcionamento das lojasGrupo afirma que segue normalmente.

Importante: recuperação judicial não significa fechamento imediato ou falência. O processo permite que a empresa apresente um plano para reorganizar suas dívidas e manter as atividades.

A Crítica/Foto: A Crítica