O ex-banqueiro Daniel Vorcaro possuía grupo de WhatsApp com representantes de supervisão bancária do BC (Banco Central). As informações estão em relatório da PF (Polícia Federal), o qual teve sigilo quebrado nesta quinta-feira (10).
O relator do caso Master, ministro André Mendonça tornou públicos os documentos relacionados à investigação, nesta quinta-feira (10). O presidente da Corte, Edson Fachin, havia pedido a retirada do sigilo.
As investigações apontam que o chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana e o chefe adjunto Paulo Sérgio Neves de Souza defendiam os interesses do Banco Master dentro do Banco Central. Segundo a PF, eles recebiam vantagens com a ajuda.
No relatório da PF consta um grupo de WhatsApp chamado “Master”, que era composto por Vorcaro e os dois servidores. Belline teria criado o grupo no dia 2 de outubro de 2025. “Boa tarde. Criei esse grupo, no intuito de facilitar nossa interlocução”, escreveu.
A PF registra encontros de Vorcaro com Paulo Sérgio, em abril de 2024 e com Belline, em março de 2024. O chefe do departamento revisava documentos de interesse do Banco Master.
Pagamento de R$ 500 mil
A PF apurou que Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel seriam responsáveis por elaboração de proposta de trabalho para Bellini no valor de R4 500 semestrais. O documento teria sido assinado por Leonardo Augusto, por meio de uma empresa de consultoria. A PF menciona ordens de Vorcaro para custear almoço, jantar e guia para Belline em Paris.
O serviço proposto era um estudo técnico, econômico e social sobre a inserção de jovens no mercado financeiro. Porém, os investigadores sustentam que a contratação servia para remunerar Belline pela atuação a favor do Master.
Mariana Viana – Midiamax/Com informações da BBC – Foto: Marcello Casal Jr., Agência Brasil e Redes Sociais






