As vacinas contra a gripe aplicadas no Brasil terão uma nova composição em 2027. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) definiu quais tipos do vírus influenza deverão estar presentes nos imunizantes utilizados no país durante a próxima temporada.
A mudança foi publicada no DOU (Diário da União) desta terça-feira (3), por meio de uma nova norma da agência. A partir de 1º de fevereiro de 2027, as vacinas destinadas ao hemisfério sul deverão proteger contra três tipos do vírus: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B, da linhagem Victoria.
As versões dos vírus escolhidas são semelhantes às cepas identificadas como A/Missouri/11/2025, A/Darwin/1454/2025 e B/Tokyo/EISI13-175/2025. A composição muda um pouco conforme a tecnologia usada na fabricação da vacina.
Nos imunizantes produzidos a partir de ovos, será utilizada uma versão do vírus B semelhante à B/Tokyo/EISI13-175/2025. Já nas vacinas feitas com cultura de células, proteínas recombinantes ou tecnologias baseadas em ácidos nucleicos, será utilizada a cepa B/Pennsylvania/14/2025.
A nova composição também deverá aparecer na embalagem dos produtos, com a identificação “Cepas 2027 Hemisfério Sul”.
Vacinas do hemisfério norte
A Anvisa também definiu as cepas das vacinas destinadas ao hemisfério norte na temporada 2026-2027. Esses imunizantes poderão ser utilizados no Brasil apenas em programas do Ministério da Saúde, quando houver necessidade relacionada à situação epidemiológica.
Nesse caso, as embalagens deverão apresentar a identificação “Cepas 2027 Hemisfério Norte”.
Com a mudança, a agência substituiu as orientações anteriores sobre a composição das vacinas contra a gripe. A nova regra já está em vigor.
Keyla Santos – Midiamax/Foto: Marcos Ermínio, Jornal Midiamax







